Artigo - Ouro Safra
Perspectivas são boas para o milho em 2019.
O Agrolink entrevistou o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese. Ele fala sobre as perspectivas para milho neste ano, especialmente a segunda safra (ou popularmente chamada “safrinha”). Comenta ainda sobre “Guerra Comercial”, comércio exterior, o que esperar do novo governo e como vem a demanda pelo cereal.

Agrolink – Que perspectiva vislumbra para o milho no Brasil em 2019?

Sílvio Farnese – As perspectivas são boas. No quarto levantamento de safra, a Conab estima a safra de milho 2018/19 em 91.190,3 mil toneladas, um consumo de 62.500 mil toneladas e uma exportação de 31.000 mil t, restando um estoque final de 13.578 mil toneladas em 31 de janeiro/2020. Se confirmada, a safra 2018/19 será 12,9% maior que a safra 2017/18 e a segunda maior da história. No MT, maior produtor, com uma estimativa de 27.500 mil toneladas na 2ª safra, 36 % já foi comercializado antecipadamente, para entrega a partir de julho/19.

Agrolink – Preocupa a projeção de aumento da área de milho nos Estados Unidos, resultado da retração da soja pós “Guerra Comercial”?

Sílvio Farnese – Não, mas informações mais claras sobre esse movimento somente teremos após a divulgação do 1º levantamento de intenção de plantio nos Estados Unidos, em março/19, pelo USDA. No entanto, se ocorrer um aumento na área de milho ocorrerá uma redução na área de soja, favorecendo o produtor brasileiro.

Agrolink – Com que previsão de clima e tempo vocês trabalham para a Segunda Safra?

Sílvio Farnese – Há probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode provocar alterações nos níveis de chuvas no Brasil e demanda atenção quanto aos impactos na segunda safra de milho.

Agrolink – Quais são as perspectivas quanto ao mercado externo já sob o Governo Bolsonaro?

Sílvio Farnese – As perspectivas são boas, principalmente se ocorrer a ampliação dos investimentos em infraestrutura. Para a segunda safra deste ano, poderemos ter redução nos preços do milho em decorrência da variação cambial e de certa estabilidade das cotações em Chicago.

Agrolink – Existe perspectiva de aumento da demanda interna em função do etanol de milho e aumento do consumo de carne?

Sílvio Farnese – Sim. Pelo balanço de oferta e demanda da Conab a estimativa é de um consumo de 62.500 mil toneladas para a safra 2018/19, representando um aumento de 4,4% em relação ao ano safra anterior. Em 2018 foram esmagadas 2.000 mil toneladas para produção de etanol e com uma estimativa de 3.000 mil toneladas em 2019.
Fonte: agrolink
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