Notícia - Ouro Safra
Café: comercialização da safra 2020/2021 atinge 28% contra 19% no ano passado

A comercialização da safra nova de café do Brasil 2020/2021 (julho/junho), que está em fase inicial de colheita, já chega a 28% até o dia 11 de maio. O dado faz parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado, que mostram que as vendas evoluíram em 5 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
As vendas estão bem avançadas em relação ao ano passado, quando 17% da safra 2019/2020 estava comercializada até então. Assim, já foram comercializadas 19,2 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa, de uma safra 2020/2021 de café brasileira de 68,1 milhões de sacas.
Segundo o consultor Gil Barabach, os preços altos, por conta do dólar esticado, continuam mantendo elevado o interesse por venda antecipada de safras futuras. “É verdade que os preços mais altos no disponível têm tirado um pouco do interesse de fixações antecipadas com a safra brasileira 2020. Além disso, as tradings tiraram um pouco o pé com as posições muito longas (safra 2021 e 2022, por exemplo). A volatilidade nos mercados, especialmente do câmbio, tem encarecido os custos de proteção e estrangulado o crédito, o que reduz um pouco a atividade. Mesmo assim, o fluxo de vendas andou bem no último mês”, comenta o consultor.
As vendas de arábica alcançam 33% da safra, contra 17% em igual período do ano passado. E a comercialização de conilon está em 17% da safra, ligeiramente abaixo dos 18% de igual época do ano passado.
Safra 2019/2020
A comercialização da safra de café do Brasil 2019/2020 (julho/junho) chegou a 94% até o dia 11 de maio. Em relação ao último levantamento, a comercialização evoluiu em 5 pontos percentuais.
As vendas estão adiantadas em relação ao ano passado, quando 86% da safra 2018/19 estava comercializada até então. A comercialização está também acima da média dos últimos 5 anos, que é de 91% para esta época.
Com isso, já foram comercializadas 53,46 milhões de sacas de 60 quilos, tomando-se por base a estimativa de SAFRAS & Mercado, de uma safra 2019/20 de café brasileira de 57,05 milhões de sacas.
Para Gil Barabach, as negociações continuaram bem ativas ao longo de abril e nesse principio de maio, diante dos bons preços praticados no mercado físico. “O rally no dólar acabou elevando os preços físicos em reais, mas teve como contrapartida a redução da cotação em dólares. E isso deixou a origem brasileira mais barata no mercado internacional, levando a um maior interesse por parte da demanda externa”, comenta.
O consultor indica que, já a valorização relativa dos cafés melhores, com bebida fina e cereja trocando de mãos acima de R$ 600 a saca acabou estimulando o interesse de venda no disponível. “As primeiras notícias de chegada de café da safra brasileira 2020 ao mercado elevaram ainda mais o interesse do vendedor”, comentou.
A negociação de arábica alcança 92% da safra. As vendas desses cafés estão bem acima de igual época do ano passado (84%) e ligeiramente mais alta que a média para o período (90%). Já as vendas de conilon evoluíram para 96% da safra, acima de igual período do ano passado (91%) e média dos últimos 5 anos para o período (93%).
Fonte: Canal rural


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