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Milho encerra quarta-feira contabilizando perdas após recuperação desta semana

A quarta-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro desvalorizados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações contabilizaram perdas entre 2,25 e 3,00 pontos ao longo do dia.

O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,87 com queda de 3,00, o maio/20 valeu por US$ 3,93 com desvalorização de 3,00 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 3,99 com perda de 2,75 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 3,98 com baixa de 2,25 pontos.

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 2,27% para o março/20, de 2,24% para o maio/20 e de 0,25% para o julho/20.

Segundo informações da Agência Reuters, o milho caiu um pouco com os mercados de grãos em pausa após a recuperação desta semana devido às esperanças de demanda alimentadas por um acordo comercial entre Estados Unidos e China.

“Os comerciantes estão buscando confirmação de vendas agrícolas para a China após o anúncio na sexta-feira de um acordo de primeiro passo entre Washington e Pequim para resolver sua amarga disputa comercial”, comenta Tom Polansek da Reuters Chicago.

O acordo incluía um compromisso chinês de expandir as compras de produtos agrícolas dos EUA. No entanto, os traders são cautelosos com as projeções de Washington de que os negócios atingirão entre US$ 40 e US$ 50 bilhões em dois anos, em comparação com US$ 24 bilhões antes da disputa comercial.

“Sem mais notícias de acompanhamento para nos impulsionar, você tem um local para consolidação das cotações, que vão trabalhar por aqui”, disse Matthew Wiegand, corretor da FuturesOne.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, a sexta-feira registrou cotações permanecendo sem movimentações, em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram registradas desvalorizações na praça de Assis/SP (0,98% e preço de R$ 40,30).

Já as valorizações foram percebidas apenas em Dourados/MS (2,44% e preço de R$ 42,00).

Em seu reporte diário, a Radar Investimentos apontou que o ritmo dos negócios no mercado físico está mais calmo nos últimos dias. “É possível que essa dinâmica persista ao longo das próximas semanas, já que o interesse do produtor em negociar é pequeno neste momento”.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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