Notícia - Ouro Safra
SC: boas notícias para produtores de milho, alho e cebola
Produtores brasileiros de milho tiveram um ano espetacular, mas a situação traz preocupação para a agroindústria

Boletim Agropecuário de dezembro traz boas notícias para produtores de milho, alho e cebola. O documento é uma publicação mensal do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) que reúne informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do estado de Santa Catarina.

Os produtores brasileiros de milho tiveram um ano espetacular, mas a situação traz preocupação para a agroindústria. O Brasil bate recorde em exportação do grão, devendo alcançar mais 40 milhões de toneladas no ano e os preços ao produtor tiveram movimento de alta de 24% de janeiro a novembro. Com o cenário de redução de estoques no Brasil, as perspectivas para o produtor são boas. Por outro lado, as agroindústrias se preocupam com o abastecimento interno e perspectivas de maior demanda em 2020 em função das exportações crescentes de carnes para o mercado Chinês.

Já os produtores de alho podem comemorar a expectativa de remuneração acima do custo de produção e, inclusive, recuperação de parte das perdas econômicas que ocorreram nas últimas duas safras.  A produção catarinense é considerada de qualidade muito boa nesta safra, que está sendo colhida. As condições climáticas, com pouca chuva durante o ciclo da cultura, favoreceram o desenvolvimento vegetativo, com poucos problemas fitossanitários.

As condições climáticas também favoreceram a cebola catarinense, que tem expectativa de uma das maiores safras já colhidas. Parte das lavouras catarinenses de cebola estão na fase final de desenvolvimento e maturação, enquanto outra porção já foi colhida e está sendo comercializada. A oferta abundante da hortaliça nesse período fez as cotações baixarem nas últimas semanas. Por isso, os técnicos da Epagri/Cepa recomendam que os produtores escalonem a comercialização para tentar equilibrar oferta e demanda.

Grãos
A evolução da safra de arroz no estado segue em ritmo normal e deve resultar em produção pouco menor do que a obtida na safra anterior. Os preços seguem estáveis em todas as regiões produtoras.

O feijão tem expectativa de aumento de 14% da produção na primeira safra, apesar da redução de 1% na área plantada. Os analistas da Epagri/Cepa preveem uma colheita de 71,3 mil toneladas de feijão primeira safra em Santa Catarina. A saca de 60 quilos do feijão carioca foi cotada a R$142,78, em setembro, no Estado, alta de 18,25% em relação a outubro.

A safra catarinense de soja deve alcançar 2,5 milhões de toneladas, rendimento acima de 3,6 toneladas por hectare, o que é 6,2% superior em relação à safra anterior. O dólar valorizado garantiu sustentação dos preços nacionais em outubro e novembro, mas com o acordo celebrado entre China e Estados Unidos, o Brasil perde força na venda da soja para o mercado chinês e passa a disputar espaço com o grão norte-americano.

A colheita do trigo em Santa Catarina está tecnicamente concluída e a indicação é de uma safra 4% menor no Estado em relação ao ciclo anterior.  Os levantamentos da Epagri/Cepa indicam uma produção estadual de aproximadamente 156 mil toneladas.

Pecuária
O mês de novembro registrou a menor quantidade exportada de frango por Santa Catarina, desde junho de 2018. No mês passado o estado catarinense exportou 82,17 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), queda de 1,93% em relação ao mês anterior e de 25,31% na comparação com novembro de 2018. As receitas de novembro foram de US$142,36 milhões, alta de 0,46% em relação ao mês anterior, mas queda de 25,80% na comparação com novembro de 2018.

No acumulado do ano, os resultados das exportações de frango são positivos. De janeiro a novembro, Santa Catarina exportou 1,17 milhão de toneladas de carne de frango, com faturamento de US$2,03 bilhões, aumento de 4,65% em quantidade e de 8,44% em valor, quando comparado ao mesmo período de 2018. O estado foi responsável por 32,37% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos onze primeiros meses do ano.

Já as exportações de suínos vão fechar 2019 batendo recorde histórico, tanto em valor quanto em quantidade. Os analistas da Epagri/Cepa adiantam isso, mesmo sem contabilizar o mês de dezembro. No mês passado, Santa Catarina exportou 36,30 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos), alta de 6,53% em relação ao mês anterior e de 1,33% na comparação com novembro de 2018. O faturamento de novembro foi de US$80,90 milhões, alta de 10,08% em relação ao mês anterior e de 27,15% na comparação com novembro de 2018.

De janeiro a novembro, Santa Catarina exportou 373,55 mil toneladas de carne suína, aumento de 14,28% em relação ao mesmo período de 2018, com faturamento de US$766,40 milhões, valor 28,93% maior. A produção catarinense foi responsável por 54,72% das receitas e 56,37% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil este ano. China e Hong Kong, juntos, representam 59,41% do valor e 58,56% da quantidade de carne suína exportada por Santa Catarina neste ano.

A carne bovina, como o mercado já vinha demonstrando, teve altas expressivas de valores. Na comparação entre o preço preliminar de dezembro e as médias do mês anterior, as duas praças de referência – Chapecó e Lages – apresentaram altas de 30,63% e 21,35%, respectivamente. A média estadual subiu 19,23% nesse período. Em relação aos preços de dezembro de 2018, a alta é de 33,30% em Chapecó e 31,87% em Lages, enquanto a média estadual variou 33,01% no período.

Assim como os preços ao produtor, o mercado atacadista de carne bovina em Santa Catarina também apresentou variações significativas nos últimos dois meses. Em novembro, registrou-se alta de 9,80% na carne de dianteiro e de 9,30% na carne de traseiro, em relação aos valores de outubro. Os preços preliminares de dezembro apresentam elevações ainda mais significativas: 21,82% na carne de dianteiro e 20,79% na carne de traseiro. Em relação a dezembro de 2018, os aumentos são de 45,45% na carne de dianteiro e de 31,48% na de traseiro.

Os preços do leite pagos ao produtor devem reagir de forma tímida, segundo os resultados das reuniões dos Conseleites dos estados da Região Sul do Brasil. São recuperações pouco expressivas, mas significativas, na medida em que a expectativa era de novos decréscimos nos valores recebidos.

Fonte: Agrolink 

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