Notícia - Ouro Safra
TABACO: cultivo pode diminuir 2,3% no ciclo 2019/20 e manter rendimento por área
Tipo de tabaco galpão Comum, de menor representatividade, persiste mais no Paraná, mostrando pequeno incremento na nova safra

A estimativa inicial da safra 2019/20 de tabaco na principal região produtora, o Sul do País, feita pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) em meados de novembro de 2019, ainda na fase inicial da colheita, é de que a produção tenha pequena redução (2,6%), como já aconteceu na temporada anterior. Enquanto nesta o clima teve maior influência, a nova apresentava repercussão inicial mais expressiva da área, que nos levantamentos disponíveis até então recuou 2,3%, mantendo a produtividade geral em níveis semelhantes (menos 0,3%), embora em pontos específicos já fora mais afetada. De qualquer modo, destacam-se investimentos contínuos em melhorias no setor, tanto em rendimento físico quanto em qualidade.

A produção estimada era de 647 mil toneladas, 17,4 mil toneladas a menos, por conta, em especial, da redução da área, mas o principal Estado produtor, o Rio Grande do Sul, mostrava redução de produtividade (3,8%), com maior representatividade no principal tipo, o Virgínia (4,5%), e na tradicional região produtora do Vale do Rio Pardo, segundo as informações de Benício Albano Werner, presidente da Afubra. Ali, pelo que observou, o clima fora adverso, com a ocorrência de muita chuva em outubro e no início de novembro, sem fazer avaliação na qualidade, onde se esperava ainda ter bom resultado com precipitações mais regulares em dezembro, que viessem a compensar a queda no rendimento agrícola.

Já em outras importantes regiões produtoras, como as do Planalto Norte de Santa Catarina e Centro-Sul do Paraná, que tiveram perdas significativas de produtividade e qualidade na safra anterior, segundo o dirigente da Afubra, a expectativa no ciclo era de recuperação para níveis melhores que caracterizam estas áreas, equilibrando assim os índices gerais do Sul. Inclusive, conforme a mesma fonte, o Paraná foi o único Estado a registrar aumento de área na temporada (16 mil hectares), tendo como motivação maior a busca de reposição do caixa afetado no último período produtivo por efeitos das condições climáticas no produto.

As reduções em áreas de cultivo registradas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina (com índices respectivos de 12,6% e 4,7%), nas constatações de Werner, atendem a planejamentos de empresas e também a questões sucessórias, onde se verificam dificuldades em locais de maior aclividade, além de influir oferta de novos empregos urbanos em algumas regiões. Por outro lado, contribuiu ainda nos índices a redução que vem sendo verificada no tipo de tabaco galpão Burley (14,5% no Sul, com presença maior nestes dois estados), devido a incertezas persistentes na variedade diante de tentativas de regulamentação do setor que podem atingi-la. O tipo de tabaco galpão Comum, de menor representatividade, persiste mais no Paraná, mostrando pequeno incremento na nova safra.

MUDANÇAS TECNOLÓGICAS

De maneira geral e na principal variedade plantada no Sul (Virgínia, com parcela próxima a 90% do total), o presidente da Afubra nota que ocorrem no setor frequentes mudanças tecnológicas, sempre com o objetivo de buscar melhores resultados e reduzir custos. Benício Albano Werner verifica, em particular, maior introdução de mecanização no sistema produtivo e de estruturas de cura do tabaco mais modernas, bem como o maior uso de irrigação e em especial fertirrigação. Isto ocorre, segundo ele, de forma mais significativa nas áreas mais planas e destina-se a contribuir para a redução de mão de obra e maior garantia da safra, tanto em produtividade e qualidade quanto em rentabilidade.

Fonte: Agrolink 


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