Notícia - Ouro Safra
Tecnologia viabiliza exportação da manga brasileira para a África do Sul
Em setembro, a África do Sul recebeu o primeiro lote de mangas brasileiras. Foram 25 toneladas exportadas após cinco anos de negociações. A transação só foi possível graças ao tratamento hidrotérmico de frutas, uma tecnologia desenvolvida por uma rede de pesquisa liderada pela Embrapa há mais de duas décadas.

O obstáculo veio de decisões dos principais mercados importadores de frutas, que não aceitam a aplicação de produtos químicos para o controle da mosca-das-frutas (Ceratitis capitata), uma das maiores ameaças à fruticultura mundial por atingir diversos tipos e variedades de frutas.

Durante muito tempo, o Brasil só usava o controle químico para combater a praga, prática que fechou as portas de vários mercados internacionais que adotam barreiras fitossanitárias exigentes.

Água quente e controle do inseto

Desenvolvida no início da década de 1990, a técnica brasileira foi uma adaptação de um tratamento de frutas utilizado em outros países, como o México, e consiste em mergulhar frutas de até 425 gramas em água aquecida a 46ºC por 75 minutos e frutas entre 426g e 650g, por 90 minutos. O processo mata ovos ou larvas do inseto que estejam presentes. O trabalho dos cientistas brasileiros foi desenvolver parâmetros para as condições nacionais e para o combate à mosca-das-frutas, já que à época a técnica só era utilizada para outras pragas.

Além do tratamento hidrotérmico, foi indicado o monitoramento das populações da mosca no campo, a fim de subsidiar o combate feito com métodos isentos de químicos, como a instalação de iscas no pomar e outras técnicas de manejo integrado de pragas (MIP).

Fonte: Notícias Agrícolas

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